terça-feira, 22 de abril de 2008

Capital Inicial Ao Vivo na Esplanada

Tendo como paisagem o congresso nacional ao fundo, o Capital Inicial
gravou o seu DVD Ao vivo. A banda liderada por Dinho Ouro Preto privilegiou canções dos discos após a gravação do acústico MTV. É claro que não faltaram clássicos desse disco que foi o principal na carreira do grupo como Primeiros Erros e Natasha. Das músicas mais antigas rolou Independência, Fátima e no “bis” teve Fogo, Veraneio Vascaína e Música Urbana. A gravação foi legal, teve ainda a versão ao estilo da banda para Mulher de Fases dos raimundos. O capital teve que refazer três canções pois o público invadiu o palco. A regravação aconteceu em Primeiros Erros, a vida é minha e A sua maneira (música que fecha o Show)
Fica a expectativa pelo lançamento desse material. O público na esplanada dos ministérios era muito grande. A estimativa é de que durante todo o dia (21/04 – Aniversário de Brasília) mais de 1 milhão de pessoas tenham circulado pelo local. Na hora do show do Capital tinha mais ou menos 500 mil pessoas.

Algumas músicas do Show
Mais / O mundo / Como devia estar / Independência / Geração Coca-cola / Olhos Vermelhos / Algum dia / Não olhe pra trás / Por enquanto / A vida é minha (eu faço o que eu quiser) / Eu Nunca Disse Adeus / Aqui / Quatro vezes você / Eu vou estar / Que país é este / Mulher de Fases / Fátima / A sua Maneira /
Bis: Fogo, Veraneio Vascaína e Música urbana

segunda-feira, 21 de abril de 2008

"Deixa a onda te levar"

Um show com vitalidade e muita pegada rock. Essa foi a apresentação dos Engenheiros do Hawaii em Brasília. Um ótimo espetáculo! O público cantou do inicio ao fim todas as músicas. Interação completa com os artistas. Por falar em público, não sabia que os fã tinham também se renovado tanto. Nesse show tinha gente que dos 5 aos 50 anos. Por sinal, uma menina que devia ter mais ou menos uns 5 anos cantava todas as canções da banda e no fim do show ganhou as baquetas do baterista Gláucio Ayala.

Tocando em Casa...

Foi mais ou menos assim o show. A sensação era de que eles estavam à vontade e tocando em casa. Pelo menos eu estava me senti em casa.... hehehe. Na turnê 2008 de Novos Horizontes está com uma pegada mais rock. Pelo fato do baixista Bernardo Fonseca ter saído dos Engenheiros, Humberto assumiu novamente o baixo. Em função disso, novas versões para antigas canções e a volta da guitarra ao som dos caras. Quanto vale a vida e Ilex Paraguarienses foram incluídas no show. Além disso, a apresentação mistura muito bem as músicas dos dois últimos discos Acústico MTV e Novos Horizontes. Carlos Maltz participou cantando as músicas Cinza, Depois de nós e tocando bateria em Revolta dos Dandis. Humberto se desdobra no contra-baixo; viola caipira, gaita e piano. Só faltou tocar bateria.

Set List


Essas as canções do Show dos Engenheiros (Não necessariamente nesta ordem)

O papa é Pop / Até o fim / No meio de Tudo / 3ª do plural / Toda forma de Poder / Vertical / Vida Real / Cinza / Depois de Nós / Pose / A onda / Parabólica / Terra de gigantes - Quanto vale a vida / Novos horizontes - Alívio Imediato / 3x4 / Ilex Paraguarienses / Dom Quixote / Refrão de Bolero/ Luz / Infinita Higway / Somos quem podemos Ser / A montanha / Surfando karmas e DNA / Pra ser Sincero / Piano Bar / Armas Químicas e Poemas / Revolta dos Dandis

quarta-feira, 16 de abril de 2008

No caminho tinha uma lata Chapolin

Pois é, nos encontros e desencontros da vida a gente se depara com obstáculos. Às vezes isso fica no subconsciente das pessoas ou é uma referência as dificuldades do dia-a-dia. Uma dívida, um trabalho a ser executado, um amor que perde o sentido. Esse seria o lado poético da coisa. Mas nem sempre é assim. No caminho sempre há pedras, ou melhor, lata de tinta. E elas aparecem justamente quando não é hora. Sem rodeios vamos à história. Depois de um prelúdio “bonitinho” vamos voltar para a “várzea”, ou seja, a vida como ela é. No corre-corre rotineiro, de pauta em pauta, e na reta final da reforma na rádio chega o momento dos acabamentos. E nisso vem a pintura externa do local. Até ai vai tudo bem. Mas um repórter estabanado e com pressa não vê algumas coisas pela frente, apenas dá passadas largas para chegar ao seu destino. Como diria o grande herói da Tv não contava com a minha astúcia. Ou a frase que cabe melhor. “Meus movimentos são friamente calculados”. Pois bem, o Chapolin não contava que um super pintor no final do seu trabalho ia deixar uma lata de tinta branca bem na saída de uma porta. Não é preciso dizer que o super herói, tropeçou na lata e se sujou todo... hehehe... “Não criemos pânico” grita alguém vendo aquela cena bizarra. Isso é só tinta. E o outro corneteiro, “Ah que bom que o piso não ficou manchado... É descobri literalmente o que é ter um obstáculo no meu caminho.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"Vamos mudar não mudando"

Essa frase "Vamos mudar não mudando" foi dita pelo então presidente do internacional Pedro Paulo Zachia ao manter no comando do time Celso Roth após uma série de resultados negativos no colorado. Ao que tudo indica o arqui-rival resolveu seguir a mesma receita. O que era para melhorar já começa deixando os torcedores gremistas preocupados. No sábado, dia 12, o presidente do Grêmio Paulo Odone anunciou o novo vice de futebol: André Krieger. Ele chega com a obrigação de mudar o tricolor e dar um novo ânimo ao grupo de jogadores que foi eliminado no gauchão pelo Juventude e na Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense. Acho que já inicia mal o novo departamento de futebol gremista ao manter Celso Roth. A troca de técnico é fundamental para a remontagem do grupo. Não basta mandar todo o plantel embora. É preciso um novo comandante. O atual grupo de jogadores com mais 5 ou 6 reforços pode fazer uma boa campanha no brasileirão. Claro que é necessário liberar alguns atletas.
André Krieger esteve no comando do futebol do Grêmio em 99 quando o presidente era José Alberto Guerreiro. Conseguiu o título de uma copa sul, tendo como técnico Celso Roth. No ano anterior, 98, Celso era também o técnico. Na época o presidente era Luis Carlos Silveira Martins, o Cacalo. Chegou em meio a temporada quando o Grêmio estava beirando a zona de rebaixamento. Se lembrarmos, naquele ano, o tricolor enfrentou o Corinthians num play-off decidido em 3 partidas. O time gaúcho perdeu a primeira em casa, reverteu à vantagem corinthiana no Pacaembu e tinha tudo para eliminar o time paulista. Ai deu um apagão total no grêmio e o Corinthians tirou o clube gaúcho da competição. Isso lembra algo bem recente né? Mas seguimos adiante. Vamos relembrar algumas contratações do cartola gremista André Krieger quando esteve no futebol e era vice de Guerreiro.

Jogadores:
Zé Carlos
– lateral direito (ex-São Paulo)
Capitão (volante ex-portuguesa)
Macedo (atacante ex- São Paulo, Santos)
Agnaldo (atacante ex-vitória) vulgo Agnight – Chegou como o presente de Natal para o torcedor gremista conforme o ex-presidente José Alberto Guerreiro)

domingo, 13 de abril de 2008

BRASILIA e a música em alta rotação

Embalados pelos 48 anos da cidade que vai ser comemorado no próximo dia 21, o mês de Abril tem sido de muitos shows. Começou na sexta com The Doors. Outro show que trouxe um encontro curioso entre o rock da Pitty e o reggae do maskavo. A mistura do estilo “Stoneano” com o “Marleyroots. Mas o que promete mesmo e nesta semana que chega. Na sexta já tem o show dos Engenheiros do Hawaii. Neste sábado, eles tiveram no Altas Horas da Globo. Conforme Humberto Gessinger essa turnê é a mais louca da banda. Pois ele toca uma porção de instrumentos (baixo, violão, viola caipira, Bandolim, piano, gaita de boca e acho que era isso). Depois no feriado de tiradentes e aniversário de Brasil tem vários espetáculos de graça na esplanada dos minietérios. Esses são vão desde RBD, passa pro chiclete com banana, Leonardo e culmina com o som do Capital Inicial. Não preciso dizer que vou pra assistir RBD... hehehe... O que me interessa dessa festa é participar da gravação do novo dvd do Capital Inicial. Mas confesso que tenho curiosidade e pretendo ver o show do chiclete com banana.

Ainda em Abril tem o amante da terceira idade e conquistador de loiras Fabio Jr, o irreverente e imbatível no palco Nei Matogrosso. Não posso esquecer da super festa anos 80 com biquíni Cavadão e Blitz. Para uma cidade em que o foco do país é o congresso nacional, pode se dizer que o povo não “só trabalha”, mas também tem tempo pra se divertir... hehehe

domingo, 6 de abril de 2008

Não adianta chorar

Quando comecei a ouvir pela internet o jogo entre Grêmio e Juventude senti que ele ia ser atípico e que a classificação para a semifinal estava ameaçada. No final do jogo isso se confirmou, a equipe de caxias derrotou os tricolores por 3x2. Minha desconfiança na realidade já vinha de quarta-feira após a derrota por 2x1 para o Atlético Goianiense. O Grêmio tem um grupo de atletas mediano para fraco. Bem escalado, ou seja, equilibrado, pode se tornar um time igual aos outros. Mas quando começam as invenções na hora de definir a equipe, aí os medianos se tornam fracos.
O time do Olímpico vinha bem na temporada. Muito em função dos fracos adversários, mas no esquema 4-4-2 até que o time ficava “arrumadinho”. Os dois últimos jogos que culminaram em derrotas mostram que Celso Roth é um treinador medroso. A fama de retranqueiro é mentira. O que acontece com o comandante gremista é temor. Para uma equipe defender bem não é necessário empilhar volantes e zagueiros... Basta escalar com coerência e cada um na sua função.

Os erros:
O primeiro foi à contratação de Roth. Não é novidade pra quem me conhece ou lê esse blog. Tenho sérias restrições ao trabalho dele e acho que já estão bem claras nesse artigo. Tirando isso vamos a analise de campo.

No jogo contra o Atlético Goianiense os problemas foram às substituições. Não gosto do Nunes como volante, mas entendo as causas para o Roth colocar esse atleta ao lado do Eduardo Costa. A idéia era ter dois homens de contenção e liberar os alas, no caso Paulo Sérgio (direita) e Anderson Pico (esquerda). Veio a 1ª lesão. Saí Anderson Pico e entra Hidalgo. Sai o gol do Atlético e vem a 2ª lesão, Nunes. Ai nessa mudança é que aconteceu o erro crucial. Perdendo o jogo e tendo em campo mais dois volantes Eduardo e o Rudnei era hora de entrar um meia de ligação que podia ser o Julio dos Santos. Essa troca não iria comprometer a defesa já que o Hidalgo sabe fechar como zagueiro e atua como lateral esquerdo de origem. Só que o Roth preferiu botar um zagueiro: Willian Thiego. Depois a gente sabe como foi à partida terminou 2x1 com o Roger fazendo um gol aos quarenta e tantos do 2º tempo.

Já na partida diante do Juventude o medo fez o grêmio perder. Claro que só isso não é explicação para o desastre tricolor. Além da boa partida que fez a equipe da serra, as invenções de Roth não deram certas. A principal foi escalar o lateral direito Paulo Sérgio na esquerda. Pelo que ouvi depois do jogo o Hidalgo estava sentindo um pouco do joelho e o Bruno Telles não está ainda nas melhores condições. Acho q se tinha q inventar que se colocasse o Willian Thiego que já atuou naquela função na época do Mano Menezes e não comprometeu. E o medo vem com o fato de ter escalado apenas um atacante o Perea. Mesmo com a vantagem, o Grêmio tinha que ter partido pra cima pois jogava em casa.

O FUTURO

Sem dúvida passa pelo jogo de volta no Olímpico nesta quarta-feira contra o Atlético Goianiense. Acho que se o Grêmio não tiver uma vitória convincente o Celso Roth será demitido mesmo se conseguir a classificação. É só lembrar como foi a demissão do Vagner Mancini.

domingo, 30 de março de 2008

O caso do "Casa"

A revista Placar que chega neste mês de Abril traz uma reportagem contando o paradeiro de Walter Casagrande. O ex-jogador do Corinthians e comentarista da Rede Globo de Televisão está fora do ar à 6 meses. Logo após um acidente de carro em São Paulo, onde o atleta também se envolveu em uma briga, ele foi internado em uma clínica de reabilitação para usuários de drogas. Não tive acesso a reportagem, mas li um resumo e ouvi um podcast na pagina da revista placar, http://placar.abril.com.br/meiocampo/noticias/032008/032008_503238.shtmlhtml, contando algumas coisas sobre a reportagem. Manifestar algo sobre esse assunto é muito complicado, pois envolve doença e família. E o que se espera como ser humano é que ele possa sair recuperado e forte. Não acho que o Casagrande é o Maradona Brasileiro. Mas o histórico dele mesmo como atleta já mostrava também uma tendência ao alcoolismo. Abaixo um texto do editor da revista placar Sérgio Xavier. Agradeço ao amigo Fábio Cruz pela colaboração no conteúdo deste artigo.

A CASA NÃO CAIU, CASÃO
Por Sérgio Xavier

Walter Casagrande Júnior é um fenômeno. Na peneira cruel do futebol, poucos são retidos pelas tramas do sucesso. Casão foi um deles. Conseguiu ser ídolo no gigante Corinthians, para não falar de São Paulo, Porto, Ascoli, Torino e Flamengo. A parada de um craque costuma ser ainda mais ingrata. Geralmente, é ladeira abaixo. Casagrande contrariou a lógica depois de pendurar as chuteiras. Ao se tornar comentarista, ficou ainda maior. Se como jogador foi um dos 20, 30 de seu tempo, como analista de futebol chegou ao topo. Ao lado de Paulo Roberto Falcão, forma a linha de frente da TV Globo.
Só por isso Casagrande já mereceria a atenção especial da Placar. Ele estampou 18 vezes nossa capa. Pelos gols, pelas frases, pelas atitudes. Casagrande contrariava o senso comum. Para ele, tão importante quanto dar alegrias ao torcedor era se posicionar como cidadão. A favor da liberdade, contra a ditadura em que o país ainda estava metido naquele início dos anos 80. Ele foi linha de frente da Democracia Corintiana, o movimento que aboliu a concentração e injetou o debate franco nos vestiários.
O personagem público, no entanto, sempre escondeu as fragilidades do ser humano. Casagrande tentou acomodar em uma mesma carcaça o profissional de futebol e o garoto que queria viver a vida. Treinos nunca combinaram com álcool, baladas, shows de rock e diversão sem limite.
Quando virou comentarista, o caos pessoal se acentuou. Muito dinheiro no bolso, pouca cobrança profissional e uma entourage sempre pronta para apagar os incêndios. Quando se atrasava ou simplesmente faltava aos compromissos, sempre havia um amigo para resolver a parada. Sim, porque Casagrande é, antes de tudo, um sujeito fascinante. Boa conversa, coração grande, caráter enorme. Na Copa de 2002, por exemplo, teria pegado o locutor Galvão Bueno pelo colarinho. O motivo: em um ataque de fúria, Galvão teria tratado mal funcionários da Globo e Casão teria tomado as dores dos subalternos.
O sujeito legal só não era legal com ele mesmo. Mesmo com hepatite, bebia. Perdia peso e a consciência de seus problemas. Estava longe da família, sobretudo dos três filhos. Talvez o capotamento do Cherokee possa ajudar Casagrande a colocar suas rodas no chão. É muito talento para se perder em uma viagem sem rumo e sem sentido.

terça-feira, 18 de março de 2008

O Colecionador

Sempre fui um fracasso como colecionador. Como não gosto de chegar a conclusões negativas, vamos dizer que não tive muita sorte nessa empreitada. Aquela frase “Você só inventa moda e depois desiste” serve perfeitamente no meu caso. Algumas vezes desisti de colecionar algo por falta de grana. Já em outras situações foi a desmotivação mesmo. Começando pelo fim, a minha última tentativa, pelo menos a que me lembro, foi em juntar latinhas de cerveja e refrigerantes. Tinha “trocentas” delas. Se eu tivesse contabilizado o q gastei com o quanto que poderia lucrar com a venda sairia no prejuízo de qualquer forma. Prejuízo? Sim. Para colecionadores isso seria um investimento. No meu caso foi em vão. Quando a minha mãe trocou para outra casa, as latinhas foram colocadas em um saco de lixo para acompanhar a mudança. Pois é, de lá não saíram. A última informação que tive é q elas estão amassadas, dentro do mesmo saco e atiradas em uma dispensa. Se é que a minha querida irmã não tenha pisoteado elas... hehehe... Se isso serve de consolo, só não fico mais consternado, pois, o principal investidor e meu sócio nesta coleção furada foi o meu padrasto.

Outra “moda” que quis inventar foi a de colecionar camisetas de futebol. Nessa situação, o problema para não conquistar êxito foi à falta de grana. Tudo começou com a primeira camiseta que ganhei, ou melhor, com o uniforme completo do Grêmio. Acho que era 1988, porque a camiseta era daquela época. No ano seguinte ganhei a camiseta de goleiro do tricolor. Uma preta e amarela do Mazzaroppi (meu ídolo no gol tricolor) da conquista da copa do Brasil de 89. Depois fiz outras aquisições: Camisetas do Grêmio de (93 e 96); Vasco (93); Santos (94); Palmeiras (94); Seleção Brasileira (94) Kashima Antles (94) Botafogo (96) Cruzeiro (97) e Vélez Sarsfield (99). Ainda troquei uma camisa do São Paulo pela do Mogi mirin. Mais recentemente ganhei duas camisetas do Grêmio, a tricolor do vice de futebol Paulo Pelaipe e a azul celeste do meu amigo jornalista, Farid Germano Filho.

Tiveram ainda os álbuns com figurinhas de futebol. Mas isso será um novo capitulo no próximo mês.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Gessinger: A volta

Uma novidade para os fãs no retorno da turnê dos Engenheiros do Hawai pelo Brasil. Humberto Gessinger volta a tocar Baixo. Com a saída de Bernardo Fonseca, o líder da banda achou melhor voltar. O novo show vai ter dois momentos: Plugado e desplugado. O repertório seguirá explorando o acústico Novos Horizontes. Considero Humberto um dos melhores baixistas do país. Acho apenas que ele vai ficar mais preso, diminuindo a versatilidade e a troca de instrumentos, o que dá mais brilho ao som dos Engenheiros. Na linha grandes baixistas brasileiros incluo Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso); Zé Natálio (Papas da Língua) e Nando Reis (na época do Titãs). Gostava também do estilo do Championg (ex-Charlie Brown jr.)

Mensagem de Humberto no site dos Engenheiros Hawaii sobre a saída de Bernardo Fonseca. “Espero que voltemos a trabalhar juntos um dia, mesmo por que ainda não concordamos se Dançar no Campo Minado é melhor do que Surfar Karmas e DNA. De qualquer forma são dois dos melhores discos enghaw”.

domingo, 9 de março de 2008

De canto e sossegado

Uma das bandas mais criativas dos anos 90 no sul está em processo de longas férias. A Ultramen anunciou a separação após 16 anos de estrada e quatro álbuns. O motivo do “rompimento” não foi nenhuma briga entre os integrantes, mas sim objetivos diferentes. O tal trabalho paralelo à banda. O grupo gravou no último dia 6 no bar opinião em Porto Alegre, um DVD com os sucessos para marcar os clássicos da banda. A Ultramen tem, ou melhor, tinha: Tonho Crocco (vocal), Júlio Porto (guitarra), Pedro Porto (baixo), Zé Darcy (bateria), Marcito (percussão), Malásia (percussão) e DJ Anderson. A grande virtude do grupo é a diversidade de sons. Eles brincam com o rock, rap, soul, samba e o tradicionalista sem agredir os estilos. A mistura criou um som muito legal com letras que expressam as mais diversas situações como: preservação da natureza, o trabalho, crises e dificuldades financeiras e outros temas.
A primeira vez que ouvi a Ultramen foi na rádio Ipanema, 94,9FM Porto Alegre com a música Bico de Luz. O refrão é assim “Te liga bico, bico de luz. Num primeiro instante não chamou muita a atenção. Até porque na época (1996), as minhas canções favoritas que tocavam na rádio eram: Miss Lexotan 6 mg (Júpiter Maça); Bebendo Vinho (Wander Wildner) Sexo, Algemas e Cinta-liga (Tequila Baby); Detetive (Comunidade nin-jitsu); Eu quero mocotó (Professor antena); Little Mother of sky (Pato Fu) e Nunca Diga (Graforréia Xilarmônica)
Só pra lembrar que bico de luz era uma demo que rolava na Ipanema, pois o primeiro disco veio apenas em 98. Depois disso, gravaram os álbuns Olelê (2000); O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias (2002) e o capa preta (2006). Além disso, a banda gravou o acustico MTV bandas gaúchas(2002) o que foi um grande momento na trajetória da banda. A música “Dívida” foi uma das mais executadas no país. Na gravação do acústico o vocalista do Rappa Falcão participou cantando.
Quando surgiu o disco Olelê comecei a gostar do estilo da banda. Canções como “Preserve”, “Dívida” e “Peleia” se destacam. Dois anos depois, foi lançado O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias. O título do CD é muito criativo e as músicas bem legais. O samba-rock “Santo Forte” e “Grama Verde” são as minhas favoritas desse disco.
Como é de costume a pergunta fica no ar. Será mesmo o fim da Ultramen? Quando vai acabar as férias prolongadas? A música proporciona muito os encontros e desencontros. Espero que a parceria e a veia criativa da banda não tenha terminado.
O site www.ultramen.com.br disponibiliza o download dos três primeiros álbuns, no link Discografia e várias gravações ao vivo