terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lágrimas!

O tempo não passa
A noite chega e nada
Silêncio!
Ouço passos?
Não é nada!

A minha espera
Ultrapassa,
A tua espera
Uma devassa 

Choram os cachorros.
Chora a mocinha
Chora o caboclo
Chora até o dia!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Silêncio


Eu gosto do silêncio das noites
Ele me provoca ruídos
Faz com que a fala do cérebro funcione
Faz com que reflita em meio a escuridão

Eu gosto do silêncio das noites
Me parece tudo meio perdido
Causa confusão e conflito
Permite muitos sentidos

Eu gosto do silêncio das noites
Quando tudo parece permitido
Se mistura com o proibido
Tempera o libido

Eu gosto do silêncio das noites
Nada mais me deixa oprimido
Não será preciso nenhum comprido
Pra que durma com paz de espírito.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sexta Trash: Hit silábico – AH LEK LEK


Se na coluna anterior foi um Axé, agora vamos ao funk que também se entregou as expressões desse gênero.

A letra “Aaaaaaaaah lelek lek lek lek lek lek lek lek lek lek
Aaaaaaaaah lelek lek lek lek lek lek lek lek lek lek / Girando girando girando para o lado / Girando girando girando pro outro / Aaaaaaaaah lelek lek lek lek lek lek lek lek lek lek / Girando girando girando para o lado / Girando girando girando pro outro /
No passinho do volante / Quero ver o baile todo”

Sabe o que tudo isso significa? Não sei, pois se você souber peço que me explique.

ps. O nome dessa música é “Passinho do Volante” do MC Federado. Eu não sabia e você?

Então vamos ver o Lek...lek



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poeira

A poeira não baixa
Sufoca, maltrata, invade
As janelas se fecharam
Portas foram lacradas
Mas a poeira não baixa

Um vento, que foi tufão, virou brisa, mesmo assim,
A poeira não baixa.
Encabula o céu, inibe a chuva, arde o sol
E nada faz a poeira baixar.

Me engana a vista
Quase que alucina
Deixa difícil o inspira, respira

Já virou promessa
Que quase todo mundo duvida

E mesmo assim, a poeira não baixa

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Estradeiro


Aderência ajuda a dar estabilidade
Mas o solo é imperfeito
Mais que perfeito é a vontade de fugir.

Tudo pode ser legal com a velocidade
Cautela serve em momentos de tensão
Pra quem é estradeiro basta um som pra corrigir a rota.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As boas novas da música.



Depois de um bom tempo que as bandas se reinventavam apenas com discos ao vivo, dando prioridade as canções de sucesso e lançando uma ou outra inédita, alguns velhos conhecidos têm lançados ótimos trabalhos e canções que fogem da mesmice. Vi três shows recentemente: Um ao vivo e outros dois pela tv que me deram essa perspectiva.

O disco insular, de Humberto Gessinger, não foge ao que ele sempre fez nos Engenheiros do Hawaii. Mas, o interessante que sonoridades ainda mais regionais ganharam corpo nesse trabalho. O show dele mescla os clássicos da banda gaúcha com algumas canções desse álbum que reuniu vários músicos durante a gravação. No palco, Gessinger se une a Esteban, (guitarra) e Rafael Bisogno (bateria).

http://www.youtube.com/watch?v=4fqcZmnuZoY

O Rappa continua com um show pulsante e letras reflexivas. Acho que é uma das poucas bandas que se preocupam em levar uma mensagem questionadora colocando o “dedo na ferida”, ou as vezes uma palavra de que mesmo na dificuldade é possível algo melhor. Destaque para a música Anjos (pra quem tem fé). Letra lindíssima com uma mensagem forte.

http://www.youtube.com/watch?v=kss9IF-KooA

Outro som bacana é o single do Cidadão Quem “Nosso próprio mar”. Depois de uma parada o grupo celebra com tudo os 20 anos de carreira com uma turnê, basicamente pelo Rio Grande do Sul. Os irmãos Leindecker continuam inspirados e falando de amor como poucos autores. Não só isso, a sutileza das letras sempre foi o aspecto que mais me chamou a atenção de tudo que a banda fez até hoje. O single “nosso próprio mar” é outra canção belíssima. Vale a pena conferir. 

http://www.youtube.com/watch?v=XoZ0e6Q7_vY

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Toca-fita ou minha vitrola


Bota uma canção seu dj!
- A música parou...

E por que parou?
- enrolou a fita

Mas tem como arrumar?
- até que tem, mas leva tempo

Ficaremos sem som?
- de forma alguma

E qual a alternativa?
- recorrer pra vitrola 

É a qualidade é boa?
- depende! tá meio arranhado, toca um disco de cada vez, já caiu algumas vezes no chão.
- mas o mais importante...

O que?
- por mais machucada que esteja, esquecida pelo tempo e com uma aparência triste, só ela produz um som sem mascarar a verdade e os defeitos!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ser pegador é...


- Não se importar com a qualidade da mulher: se for gostosa, divulga. Se for feia, apenas contabiliza.
- ter atitude
- ser discreto quando a mulher é casada, ou seja, não deixar rastro
- se for solteira cuidado pra não se amarrar
- não deixar que sentimentos como paixão, amor e saudade tome conta. Quando isso ocorrer, pega agenda e faz a fila andar.
- ter lábia!
- Ser tímido, mas sempre com um toque de malícia
- ter que ganhar a mina com o olhar, ao ponto dela ficar achando você um “Michael Douglas”
- ser rústico e sensível as vezes (já viu alguma novela com o José Mayer... é mais ou menos assim)
- estar pronto para a próxima, e a próxima e a próxima.
- não pegar mulher de “malandro”, pois senão vai se dar mal.
- ter que reconhecer que o Fábio Jr. já foi o cara

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sexta Trash: Hit silábico – LEPO, LEPO



Para fazer sucesso não precisa muito. A receita do momento é criar uma música em que o refrão não diga nada e tudo ao mesmo tempo. São expressões que não existem, mas que sempre se remetem ao “cunho sexual”. No retorno do “Sexta Trash” selecionei a música que “escolheram” com o Hit do Verão.  
O refrão é poético: “Eu não tenho carro, não tenho teto e se ficar comigo é porque gosta
Do meu ranranranranranranran lepo lepo... É tão gostoso quando eu ranranranranranranran o lepo lepo”

Que lindo né? Sem mais comentários... Vamos ao Lepo, Lepo com o Grupo Psirico.

Confere o vídeo:


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Quando o “rolezinho” era algo puro


Quando se fala em rolezinho tem muita gente que fica de cabelo em pé. O movimento que surge como manifestação e reivindicação sobre os mais diversos temas, toma proporções de violência em algumas cidades. Os shoppings estão fechando as portas com medo de prejuízos.

Sou de um tempo que quando se falava em “dar um rolezinho” era como se fosse passear. Isso servia para ir tomar um chimarrão no parque, apenas caminhar pelas ruas da cidade, ir ao shopping namorar ou curtir um cinema ou até mesmo ir a praça de alimentação. Recordo que juntávamos uma turma, seja na praia ou na cidade, para “Pegar as gurias”. Quase sempre as investidas eram frustradas, desajeitadas ou tolas. Mas também quando dava certo, era um golaço, do tipo final de campeonato

O rolezinho era, sim, algo puro. Tudo para encontrar divertimento. Até tinha uma certa malicia em meio a tanta ingenuidade. Acho ruim quando hábitos e costumes virem atos de vandalismo. Estamos perdendo o lado lúdico de tudo e transformando em rebeldia ou tolerância zero. Sem contar a necessidade de se sentir “vitima” em tudo quanto é situação.